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sexta-feira, 17 de junho de 2011

CONSTRUINDO A CATEDRAL

         Certa vez, ao visitar uma enorme construção, uma pessoa parou diante de um operário e perguntou-lhe o que estava fazendo. O trabalhador respondeu: "Estou assentando tijolos". Continuando seu passeio, o visitante fez a mesma pergunta a um segundo operário, recebendo como resposta: "Uma parede". Mais adiante, interrogando um terceiro trabalhador (que estava fazendo mesma coisa que os dois primeiros), teve como resposta: "Estou construindo uma catedral".
Por que, muitas vezes, nossos sonhos não se tornam realidade?
A estória acima nos ajuda a entender um pouco esta questão. Aquele que está fazendo uma parede não tem sonhos, simplesmente está juntando tijolos e argamassa e, para seu suplício, isto vai se repetir dia após dia. O primeiro, que está somente assentando tijolos, está em situação ainda pior, não sabendo se os tijolos vão constituir uma parede curta ou longa, alta ou baixa. Nem quantos são os tijolos...
O terceiro trabalhador, todavia, está construindo uma catedral. Em sua mente, ao trabalhar, vê, com clareza, a imponência do edifício e antevê as solenidades que ali ocorrerão, trazendo multidões. Com esta imagem precisa, certamente suas forças e seu interesse se multiplicarão. Terá imenso cuidado e incontida alegria a cada tijolo acrescentado; parará, por vezes, para olhar com admiração e orgulho o seu trabalho já feito e para imaginá-lo já concluído. Nada será capaz de tirá-lo ou desviá-lo de seu objetivo. Suportará e vencerá os obstáculos.
E por que? Porque tem um alvo, um sonho, que se traduz em um objetivo, em uma razão fortíssima para estar ali, como os demais, assentando tijolo por tijolo, parede após parede, mas, diferentemente dos demais, persegue um RESULTADO: a catedral pronta, em festa, cheia de pessoas rezando a seu Deus.
E nós? O que estamos fazendo? Assentando tijolos, fazendo paredes ou construindo uma catedral?
Parece que, algumas vezes, estamos assentando tijolos. Isto é, não temos um sonho que, na linguagem das organizações, pode ser chamado de OBJETIVO. Estamos, é certo, fazendo muitas coisas, o dia todo, o ano inteiro, estamos desempenhando tarefas, bem ou mail, tarefas. Mas, e os resultados?
As vezes, não sabemos o que estamos fazendo numa dimensão maior. E, se não sabemos, não estamos nos dedicando convenientemente a "construir a catedral", a alcançar resultados, a fazer coisas grandes. E, com isto, todos perdemos, nós e a sociedade à qual pertencemos. Não nos permitimos crescer. Condenamo-nos a sermos pequenos.
E esta constatação nos deixa frustrados, incompletos.
Certamente é muito pouco fazer as tarefas que estamos determinados a cumprir, mecânica e automaticamente, por hábito, como robôs. "Cumprimos o dever", "fazemos certinho as coisas", seguimos a rotina ...
Mas, e a catedral?
Sonhemos! Acreditemos! Foquemos! Nosso sonho nos permitirá estabelecer objetivos. Os objetivos vão se constituir em alvos que perseguiremos com determinação e com garra. Sejamos inflexíveis em nossa jornada. Sejamos movidos por uma visão clara do que queremos como pessoas e como membros de uma sociedade de plena cidadania.
Desta forma teremos a catedral que sempre idealizamos.

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